Ame mais...
Beije muito!!
Chore com vontade...
Dê generosamente.
Erre!
Faça aquilo que mais teme...
Grite!
Harmonize-se mais.
Importe-se menos...
Junte amigos!
Lute pelo que acredita.
Mude de opinião...
Namore!
Ore!
Pense em novas possibilidades.
Queira loucamente...
Ria frequentemente!
Sonhe!!!
Trabalhe com prazer.
Use a imaginação...
VIVA!
Xeque-Mate!
Zele por você.
sábado, 10 de outubro de 2009
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Torcida por Você
Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você.
Tinha gente que torcia para você ser menino.
Outros torciam para você ser menina.
Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai.
Estavam torcendo para você nascer perfeito.
Daí continuaram torcendo.
Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo.
O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então?
E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer.
Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel.
Torcia o nariz para o quiabo e a escarola.
Mas torcia por hambúrguer e refrigerante.
Começou a torcer até para um time.
Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.
Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os
dentes, estudar inglês e piano.
Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana.
Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão.
Eles também estavam torcendo para você ser bacana.
Nessas horas, você só torcia para não ter nascido.
E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido.
Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir. E quando
os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso.
Depois começou a torcer pela sua liberdade.
Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua.
Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa. Passou a torcer o nariz
para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer
opinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço.
Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro.
Torceu para ser médico, músico, advogado.
Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol.
Seus pais torciam para passar logo essa fase.
No dia do vestibular, uma grande torcida se formou.
Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.
Na faculdade, então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda,
contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina.
E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela.
Primeiro, torceu para ela não ter outro.
Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro.
Descobriu que ela torcia igual a você.
E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho. Torceram
para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel.
E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque,
mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele.
Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado
algumas coisas.
Mas muita gente ainda torce por você!”
“Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) do mundo, mas a poesia (inexplicável) da vida.”
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Tempo.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Lúcido.

Estava embriagado, perdido em algum lugar sem a mínima noção de tempo, observava os pingos da chuva que respingavam nas poças, brilhavam pela fraca luz da rua, olhando para o alto via várias gotas em rastro solitárias, os pés encharcados guiavam para direção qualquer.
Queria acordar, saber que é esse cara no espelho, para que dormir, rir atoa, respirar, sair com com vontade de voltar.
Bato a porta, atendo, me reconheço e digo que cheguei a tempo.
Aqueles tempos, de luzes das ruas, de rastros, pés encharcados ficaram só memória, pois hoje estou louco para voltar para casa.
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