Lúcido.




Estava embriagado, perdido em algum lugar sem a mínima noção de tempo, observava os pingos da chuva que respingavam nas poças, brilhavam pela fraca luz da rua, olhando para o alto via várias gotas em rastro solitárias, os pés encharcados guiavam para direção qualquer.
Queria acordar, saber que é esse cara no espelho, para que dormir, rir atoa, respirar, sair com com vontade de voltar.

Bato a porta, atendo, me reconheço e digo que cheguei a tempo.

Aqueles tempos, de luzes das ruas, de rastros, pés encharcados ficaram só memória, pois hoje estou louco para voltar para casa.

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